sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A Minha Vitória: Se Deus é por nós...Quem será contra nós? (Romanos 8:31)

Foi em 92-93 que eu vi a melhor equipa do Benfica do alto da minha recente entrada na quinta década de vida. Mozer, Veloso, Schwarz, Kulkov, Paneira, Mostovoi, Rui Costa, Paulo Sousa, João Vieira Pinto, Yuran, Futre, Rui Águas, Isaías e ... o César Brito! Esse César Brito da frase “A primeira vez que toca na bola, a primeira vez que toca na bola!!!...” proferida pelo relatador numa tarde de domingo. Mas essa tarde de domingo é uma outra história que vivi com o rádio compacto Pionner e com a cassete a gravar... ainda hoje me arrepio quando ouço isso! A história que vou contar foi vivida ao vivo e a cores numa tarde chuvosa na zona nobre da minha nobre cidade... do Porto. 

Fui com dois Benfiquistas e um Boavisteiro para a antiga bancada em cima dos balneários. Sim! Aquela bancada atrás da baliza onde o Neno foi...expulso! Marlon marca primeiro eu ainda estava a olhar para o céu a pensar que me ia molhar todo naquela noite! Foi logo no início da partida e na baliza lá do outro lado. Olho para o lado e os parceiros Benfiquistas logo a levantarem as sobrancelhas de desconfiança e a girarem a cabeça uns 10 graus no sentido horário. Não foi preciso esperar muito e, mesmo na minha cara, o Yuran carimbou o empate. Logo pensei “Fodasse! Vai ser goleada meu!”. Contudo, a coisa lá acalmou e chegamos ao intervalo com 1-1. Entretanto, já estava todo molhado e, quando o Toni se encaminhava em direcção à nossa bancada para entrar nos balneários um maluquinho com uma parca castanha e carapuço tipo “homem-bala” encaminha-se para as redes empoleirando-se e gritando “Toni! Toni! Toni!”. Logo, foi realizada a teoria sociológica clássica do -Pensamento Grupal- e fui seguido por centenas de Benfiquistas que se empoleiraram na rede gritando pelo grande Toni! Pois é,... já perceberam que o maluquinho era... Eu! Tinha os meus 20 aninhos e fiquei todo contente quando no “Domingo Desportivo” tive o meu momento “Youtube” anacronicamente desacoplado, mas que deve repousar na fita magnética de uma VHS perdida lá na casa da minha querida mãezinha! Quando vi à noite pensei “Fodasse! Não há Benfiquista como eu caralho... “. 

Na segunda parte, novamente Yuran, e para brindar as “panteras negras” do outro lado do campo, marcou o segundo e a reviravolta consagrada. Logo a seguir... o falhanço do século que duvido que apareça em “Futre - o Filme”. No entanto, foi quando o Isaías marcou um golo “à Isaías” que foi a loucura total...1-3 e já nada nem ninguém nos tirava a vitória nesse campo complicadíssimo que era o Bessa. E foi enquanto o diabo esfregava o olho que tudo começou a mudar. Hélder é expulso por acumulação e logo a seguir Neno faz penalty e é expulso! Para ninguém se perder na história faltavam 15 minutos para acabar, tínhamos ficado com 9 jogadores, a ganhar 1-3 e com um penalty contra. Para piorar o Toni tinha esgotado as substituições e alguém tinha que ir para a baliza defender o penalty e aguentar o resto do jogo com um potencial 3-2 em perspetiva. 

Nessa altura o meu amigo Benfiquista homónimo do homem sobre o qual Neno fez falta disse-me “Ó fulano! (Eu, no caso, e curiosamente homónimo do estádio onde se disputava o jogo) se o Benfica ganhar esta merda, eu prometo que vou oferecer uma velinha à nossa senhora!”... Quem se ofereceu para ir para a baliza era o menino querido da nossa irmandade de nome Paulo Sousa. Logo o gajo vestiu a camisola do Neno, mas ao contrário por causa do número, e foi para baliza. Olhamos todos uns para os outros, todos molhados, com a esperança perdida e com aquele olhar tresloucado que reflecte toda a energia de ser benfiquista e começamos a gritar como se Paulo Sousa encarnasse o Lev Yashin... ou até melhor! Não valeu de nada pois Paulo ficou pregado ao relvado quando a bola saiu, 3-2. O que se seguiu foi um completo êxtase futebolístico e uma defesa fantástica de Paulo Sousa a um remate cruzado do Bobo. Afinal, tínhamos guarda-redes! O jogo acabou e ganhamos os três pontos. Ninguém se lembrou que tinha chovido, que estávamos completamente molhados, que tínhamos sofrido e até estado a perder pois o que aconteceu era o que todos estávamos à espera...a vitória do Benfica! Uma semana depois lá fui eu testemunhar o cumprir da promessa do meu amigo oferecendo as velinhas à nossa Sra de Campanhã...

Mário Bessa

PS - adoro palavrões. São a linguagem dos puros. Para os futuros escritores, não enviem "c@*%&#ª" nem "f%&@553". palavras tão definidoras do seu significado não devem ser ocultadas. Escrevam-nas como foram criadas.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

porto de coimbra 2-2 SLB

1. O Benfica parece uma varina que mete os melhores e mais frescos peixes no cesto, sai para a rua e em vez de gritar "OLHÓ RABO, OLHÓ RABO, OLHÓ RABO DE BACALHAU" limita-se a sussurrar "o freguês, se tiver o obséquio e quem sabe a vontade de almoçar uma caldeiradazita, dirija-se a mim que eu vendo-lhe um bacalhauzeco a bom preço". No fim do dia, queixa-se das grandes superfícies para justificar o facto de ainda ter o pescado todo a fazer-lhe peso no couro cabeludo. Recusa-se a reconhecer que sim, é um facto que as grandes superfícies lhe tiram muita clientela, mas ela também não fez tudo o que tinha ao seu alcance para vender a porra dos escamosos bichos aquáticos.

2. É certo que anda por aí muito azedume por causa da exibição do Bruno César (jogador a quem eu, muito perspicazmente visionário, antevi uma grande época a 10), por ter sido uma nulidade nos primeiros 45 minutos, ou no caso dele "OS 45 minutos de jogo". Sinto-me compelido a concordar com as criticas, ressalvando que efectivamente ele foi um dos principais culpados pelo empate, mas não por ter jogado mal. O grande erro do Chuta-Chuta é que a única vez que acertou bem a jeito na bola foi aos 2 minutos, quando encheu o pé num poderoso boladão em cheio no xistra. Como é óbvio o tipo não achou piadão nenhum à coisa e vai daí fez o que todos sabemos.

3. Após a leitura dos pontos iniciais o sr. leitor (tenho que tratar com respeito o único que me resta), deve estar já a pensar deixar de o ser, pois ainda aqui não viu nenhuma critica velada ao covilhanense (sou de Castelo Branco... cada vez que tratam este prostituto mental como sendo albicastrense, uma parte do meu fígado entra em estado de cirrose... e assim se explica o facto de eu não beber muito, chega-me uma cirrose por semana). Na verdade não fiz nem farei qualquer critica a qualquer elemento arbitral, pois não me parece bonito criticar parceiros inequivocamente estratégicos da direcção do Sport Lisboa e Benfica. Vá, não é uma questão de "boniteza", é só uma questão de estar farto de me chamarem anti-benfiquista...

4. Não sou um tipo muito religioso, do ponto de vista de religiões com deuses que nunca foram vistos, nossas senhoras que aparecem em cima de menires ou virgens que engravidam de espíritos. A minha religião vai mais numa dinâmica de endeusamento baseada em factos do género "Eusébio marcou quatro pilhas de golos" "Mozer desfez duas tibias e uma clavicula" "Da forma que Preud'Homme voa, se houvesse vida em Marte ele já tinha visto". Factos palpáveis, portanto. É por isso que eu hoje venho aqui publicamente pedir ajuda a algum teólogo que leia isto. A minha questão é a seguinte: no momento do penalty do Cardozo, Jesus estava no banco a rezar. A minha pergunta é: a quem é que se dirige Jesus quando reza? A ele próprio? Parece-me narcisismo a mais. É muçulmano e reza a Maomé? Jesus rezar a Jesus pode ser um pouco como xistra queixar-se do árbitro, não?

5. Muito boa a justificação de Jesus para o não-penalty do garay "em basket era falta". Para o olho distraído ou apenas com a retina em lenta e agónica morte isto foi uma patetice, mas para o olho atento que a única vez que viu desfocado foi após uma peladinha contra o bruno alves ficou aqui explicada a razão porque o SLB se divide em cinco jogadores para defender e cinco para atacar... é muita hora de NBA naquela cabeçorra espalhafatosamente coberta de lã capilar. Ainda assim os benfiquistas têm que dar graças a São Eusébio por o discurso não ser "estava a ver os 3 pontos irem pelo ralo, e por isso mandei sair o Rodrigo e lancei o Lima Ás de trunfo", porque isto na sueca são só dois contra dois... se bem que o Matic ia agradecer ajuda a sério no meio campo.

6. O técnico do SLB ontem foi pouco visionário, e sim trato-o por técnico porque quando eu era puto os treinadores eram técnicos, tal como os fiscais eram bandeirinhas e os árbitros eram corrupt... esperem, estes não mudaram... Digo que o mister do SLB (e a utilização da palavra mister é um claro piscar de olhos às camadas mais jovens do público-leitor) foi pouco visionário pois terminamos o jogo com o Artur na baliza e o Cardozo na frente, quando deveria ter sido ao contrário... Artur só foi chamado a intervir por 2 vezes e em ambas o resultado foi bola ao meio para recomeço de partida, enquanto Cardozo foi chamado a intervir 37 vezes e apenas numa o resultado não foi bola na pista de tartan para gáudio dos apanha bolas. Ora parece-me evidente que desperdiçamos o talento do Artur para criar golos e o do Cardozo para os evitar... mais atenção caro manager do SLB (uma pequena tentativa de exportação do blog).

7. O jogo correu mal e coiso e tal, mas para mima  grande vergonha ou pelo menos, o momento "está tudo louco" deu-se antes do apito inicial e é até um acontecimento que se tem repetido por todos os estádios do país. Aquando da escolha de campo ou bola, os capitães cumprimentam-se, cumprimentam o árbitro, cumprimentam os fiscais, cumprimentam o 4º árbitro, mas... nunca ninguém cumprimenta as gajas boas que vêm com as bolas na mão (bolas de cautchú, atenção, nada de pejorativo). Eu acho estranho gajos de 20 e tal anos, terem ali duas modelos à mão de semear e nem um xoxozito, um leve piscar de pálpebra... o xistra entendo que não cumprimente, na maior parte das vezes não sabe ao certo se foi uma daquelas com que passou a noite... agora os jogadores... imagino que em casa de capitão ande tudo com rédea curta...

8. A opinião generalizada é que a adaptação do Melgarejo a lateral está a tirar ao SLB um extremo de grande potencial, mas custa-me a acreditar que um jogador que raramente ganha um lance de 1x1 ofensivo e que tira uma média de 80% de cruzamentos deficientes alguma vez pudesse vir a ser extremo do SLB, conquanto pudesse ser bestial para um paços de ferreira. No fundo parece-me que a adaptação do paraguaio é apenas uma bestial tentativa de aproveitamento do excedente de extremos do plantel, funcionando assim como não quer a coisa, de contraponto à adaptação do Bruno César a extremo que é uma reles tentativa de desaproveitamento do excedente de extremos do plantel.

9. Vamos lá a ver: é de comum acordo que todos aceitamos como desculpa para a lentidão do Bruno César  o seu hábito de churrascadas com o Sidnei (normalmente são seis bifes argentinos e oito doses de picanha a dividir pelos dois), mas qual é a desculpa para as dificuldades de locomoção do enzcremento (partindo já do principio que a desculpa da saúde xô dona perez foi um crédito que ele atirou ao mar há coisa de nove meses). Vendo a velocidade do argentino, fico com a clara sensação de que a sua passagem para o meio é um genial golpe estratégico do mestre da táctica... é uma forma de criar a ilusão de óptica de que o Matic é um gajo com uma velocidade, não rápida, claro (para parecer rápido tinham que lhe colocar o schaars ao lado), mas digamos que... dentro dos parâmetros minimamente aceitáveis.

10. Convencionou-se no futebol que matador que afiambre 3 bolachas no adversário tem direito a levar a bola para casa, o que é uma moda bem recente... historiadores dizem ter provas de que nos derbys Maias - Incas, gajo que "hat-trickasse" levava a cabeça do redes adversário para exibir na cristaleira lá de casa. Portanto, para manter o status quo, à luz desta convenção não deveria o xistra ter levado uma bola para casa, sendo ele responsável por 3  dos 4 golos de ontem? Obviamente que se me perguntassem a mim, eu diria que no caso deste ignóbil monte de plancton putrificado, deveria ser aplicada a norma pré-colombiana: árbitro que marcasse 3 penaltys num jogo deveria ter o direito a ver a sua cabeça enfeitar a cristaleira do guarda redes mais prejudicado.

domingo, 23 de setembro de 2012

Apenas e só o pedido habitual da mesa 2.

Quantos jogos com estas características e resultados já tivemos nos últimos 10/15 anos? Como de costume o discurso vai ser que a culpa é do xistra, a culpa é da sorte... se calhar a culpa é da mentalidade. De qualquer forma, jogadores a quem não se exige uma vitória em Glasgow também não podem ser postos em causa por não ganharem em Coimbra jogando 40 minutos contra 10 jogadores. Mentalidade vencedora tinha-nos dado 3 pontos hoje, mas os jogadores não são como os telemóveis onde se troca de chip em 2 minutos consoante o operador que se quer utilizar. Definitivamente, mais do que problemas técnicos ou tácticos, o SLB enfrenta graves problemas de exigência. Empatar em Coimbra é mau, tal como empatar em Glasgow tinha que ser horrível. Vai ser um ano longo...

ADENDA - como medida cautelar após consulta aos comentários a este post, solicito a todos os leitores que tenham o bom senso de descortinar que aqui não há anti-benfiquistas, pelo que agradeço que não sejam inculcadas culpas na arbitragem apoiada pelo Presidente do Sport Lisboa e Benfica. Obrigado

A Minha Vitória: "Pai: a 'gáguia'!" A estreia de um miúdo de 3 anos!


Sobrevivi à década negra do Benfica, aos flops, jogadores (?!?) da treta. Já vi alguns empates que souberam a vitória (está lá o 4-4, sim). Já vi derrotas que nem vale a pena lembrar. Já vi muitas vitórias, algumas completamente estonteantes. Tenho, por isso, muito material para escrever (felizmente outros também terão!). Mas se escrever alguma coisa, será apenas sobre jogos em que assisti ao vivo. Já fui muitas vezes à Luz (sempre à nova). De todos os jogos, só um empate – um célebre Benfica-Nacional em que podíamos passar para a liderança mas nos roubaram um golo marcado pelo Cardozo, alegando uma mão do Miguel Vitor quando pontapearam contra ele uma bola em que ele estava deitado no meio do chão (se não me engano, o lance foi assim). Tanto que costumo dizer que quando vou à Luz ou o Benfica ganha, ou pelo menos marca mais do que o adversário. Depois há sempre alguém que me diz: “pois, só vais ver contra equipas pequenas!”. Sim, isso mesmo: lagartagem e tripeiragem. Já vi jogos contra o Oliveira do Bairro (não, não vou falar sobre esse jogo), até vi o golo do Derlei (recuso-me a escrever sobre isso) mas já assisti a vitórias sobre os corruptos, sobre os lagartos (várias, por sinal), sobre o braguinha, sobre o grande Liverpool (o meu outro Amor vermelho, a seguir ao Benfica), jogo do título (alguém vai escrever primeiro que eu…).

Não é nenhum desses jogos que vai sair daqui agora. 24 de abril de 2010. Se forem procurar descobrem o Benfica-Olhanense. E vocês pensam: que m**** é esta? Este gajo tem jogos tão bons e vem-me falar disto?

12 de abril de 2007: nasce o meu primogénito. Quem sabe as regras dos estádios percebe logo o que está aqui: os miúdos só podem entrar nos estádios com 3 anos. Resultado, só podia entrar a partir de 12 de abril de 2010. Mas o Benfica jogou no dia 13 de abril de 2010 na Luz! Sim, também lá estive, num outro jogo memorável, com uma história interessantíssima para contar (fica para segundas núpcias). Mas o jogo era durante da semana e contra adeptos como aqueles, tive receio… Portanto o miúdo entra na Luz 12 dias depois de completar os 3 anos.

Fomos cedo, para um dos topos. O Rui ficou encantado com o relvado e com a “gáguia” (ainda hoje fala disso). E aplaudiu de pé a entrada da equipa (e não viu nada no relvado). O jogo começa e o Benfica estilo “rolo compressor” marca aos 3 minutos, de penalty, na baliza do outro topo. Como foi de penalty, o menino estava preparado para ver o golo. Bate Cardozo… e golo! Todos saltam, o Rui aplaude. E quando todos se sentam pergunta: “Pai, vamos embora?”.Pois, não fomos… Continuámos e vimos um jogador adversário ser expulso e o abre-latas Di Maria marcar antes do meio da primeira parte.

No intervalo o Rui queixou-se que estava há muito tempo à espera. Mas voltou a ficar feliz com a entrada das equipas, ainda que sem a “gáguia”. E vimos bem de perto o passe de letra de di Maria para Cardozo no início da segunda parte, uma jogada que hoje ainda me lembro de assistir. Confesso que para relembrar o resto dos golos tive que recorrer ao resumo, sendo que o Tacuara ainda fez um hatrick e o EL MAGO (vénia, vénia, vénia) marcou o último golo.

Foi mais um jogo rolo compressor do Benfica. Que já tinha aniquilado a carreira de treinador do Azelha, por exemplo. Nesse ano gastei muito dinheiro para ir à Luz (que hoje em dia já não posso fazer…) e valeu sempre a pena. Outros jogos serão rapidamente falados aqui de certeza: o tal de 13 de abril, o dilúvio com os bimbos, o jogo com o braguinha (em que tive que ficar no meio da claque do braga e que, com meia dúzia de outros Benfiquistas, festejei o golo e acabámos o jogo a cantar – “Nós parámos o Mossoró, yayaô!”), o jogo do título. Mas a escolha tinha que ser outra: o dia em que o meu filho pela primeira vez entrou no Estádio da Luz. Em que comigo festejou golos. E de onde saiu a cantar “Oh!!! Sport Lisboa e Benfica, O CAMPEÃO!” E fomos…

Paulo Ferreira

(continuo a aguardar por textos sobre grandes vitórias. A adesão a isto até agora foi apenas residual, pelo que até agora só tem garantias de continuação por mais um jogo. Cheguem-se à frente Lampiões de rija cepa.)

sábado, 22 de setembro de 2012

Os meus momentos mais escabrosos de "Glorioso na Champions"

5. AC Milan - Quartos Final 94/95 - uma eliminatória toda ela de bradar aos céus, ou não tivesse a mesma decorrido sob o reinado de artur jorge. O medonho espectáculo teve inicio em San Siro onde em 90 minutos fizemos um remate... que acabou anulado, o que pecou por escasso e aqui não me refiro ao número de remates, mas aos momentos anulados pelo árbitro. Toda a hora e meia de jogo deveria ter sido anulada logo aos 30 segundos. A fortíssima trupe de atletas dirigidos pelo lobotomizado revelou neste jogo que tinha mais mijo na bexiga do que sangue na guelra e o tavares passou o jogo todo com as coxas apertadas para não urinar em solo tão sagrado para os adeptos da modalidade do pontapé no esférico. Se bem me recordo (e recordo até bastante bem) este foi um dos únicos jogos em que o tavares não levou cuecas consecutivas dos adversários, apenas e só porque não havia espaço para passar o esférico entre as "gambas" do rapaz. Já vejo bola há muito tempo e sei que nunca vi jogador em campo a desejar tanto uma chuvada tropical repentina como o ex. boavisteiro. Para piorar (porque naquele tempo havia sempre espaço para piorar) sofremos dois golos de um gajo com nome de cantora de Eurovisão, a Simone. Recordo inclusive que no primeiro, feito á boca da baliza nas costas do William, após o esférico ter entrado o nosso central brasileiro ter levantado os braços com tal vontade que houve no estádio quem pensasse que ele estava a festejar a abertura do marcador. Passados 15 dias os italianos dirigiram-se à Catedral para se sujeitarem à vingança Encarnada, que não aconteceu porque na segunda parte o Profeta Isaias chuta aos dois postes num só remate que ironicamente ainda vai terminar na sua cabeça. Como resultado de ter sido o único jogador perto do golo nesta eliminatória (pelo menos em lances não anulados como o do Caniggia em Milão) no final da época tem o mesmo destino que o mijão... é dispensado porque era um velho de 31 anos e era preciso abrir espaço para o jovem Hassan que tinha sido o melhor marcador do campeonato com 30 anos... nesta altura do campeonato, não sei se vocês estão a topar alguma similitude com acontecimentos recentes...

4. Dynamo Kyiv - Fase Grupos 91/92 - ponto prévio: estava um briol desmarcadissimo, mais frio até do que dentro das arcas frigoríficos do reinaldo teles, talvez porque a URSS se tinha destrambelhado toda da vida há tão pouco tempo, que não havia ninguém responsável por orientar devidamente a meteorologia ou talvez porque simplesmente o Ieltsin desejava ardentemente que o frio fosse eterno e a vodka sempre fresca. Até hoje não se sabe se foi a sibérica temperatura ambiente ou se foi o facto de ainda ter incrustado no cerebelo o chip corrupto, mas na Ucrânia o filho do Grande Capitão fez tudo o que lhe era humanamente possível fazer para o SLB levar no pacote. Não lhe bastou ter desmarcado Oleg Salenko, o ponta de lança adversário, no lance do golo, com um passe à Valdo do meio campo a rasgar a nossa zona central defensiva como um urso agarrado a uma embalagem de chocolates, como ainda teve que simular uma lesão para sair antes do forcing final. Foi preciso muita lata... vá e coragem também, que aquele pé virado para as 06h00 foi coisa para impressionar até o "Chefe do Departamento de Cospe a Informação Toda Cá Para Fora ou Ficas Com o Intestino Grosso Mais Fino que o Delgado" do KGB (ehr... sim, estou-me a referir à discoteca). Estranhamente Oleg Salenko mostrou que, sim a assistência do Rui Água tinha sido bestial, mas podia muito bem viver sem ele, tendo inclusive sido melhor marcador do Mundial 94, onde o português nem esteve... ele há coisas estranhas. Recordo que na altura uns amigos do meu pai queriam ir à capital ucraniana ver o jogo mas foram "vivamente desaconselhados" por causa dos vistos. Infelizmente para nós, não houve problema nenhum com o visto do Rui Águas... Curiosamente esta visita à ex. URSS e ex. CEI deu-se na fase "russa" da história do SLB quando contávamos com yuran e kulkov e nos preparávamos para importar o Mostovoi. Foi portanto durante uma fase de enorme esplendor dos bares, discotecas e casas de alterne lisboetas.

3. FC Kobenhavn- Fase Grupos 06/07 - até ás 19h44 do dia 13/09/2006 eu odiava o mariquinhas pé de salsa Fernando Santos. Sonhava com o dia de Inverno em que se acabasse o gás enquanto ele tomava banho. A partir das 19h45 desse dia eu passei a carregar no bolso um boneco de vudu com cabelo branco, fralda cagada e agulhas espetadas nos olhos. Nunca na história do Máiór do Mundo se havia trocado tanto a bola entre os dois centrais como nesta noite, que foi a primeira noite dinamarquesa a marcar negativamente o SLB no séc XXI... a segunda envolveu uma nativa nórdica e o Zoro, mas não falemos agora disso. Estivemos 88 minutos a "especular com o jogo" (abraço LFL), com medo se sofrer golos de um ponta de lança canadiano ou de um tipo chamado Pimpong, findos os quais o Paulo Jorge atirou uma bola ao poste adversário que foi o suficiente para se reclamar vitória moral na peleja. Bem, valha a verdade que os receios pelo conterrâneo do Fernando Aguiar era fundados pois na época seguinte enfardamos um dele. No Parken de Copenhaga Fernando Santos mostrou uma ambição de tal forma desmedida que só fez 2 substituições, sendo que uma foi para tirar o Simão (deixando Paulo Jorge em campo) e colocar o Manú e a outra para tirar Nuno Gomes e colocar Kikin Fonseca aos 90 minutos, portanto para queimar tempo, não fosse o Alcides arrancar lá de trás que nem um louco maradoniano, fintar os dinamarqueses todos e dar a vitória ao Glórias... por acaso, não quero jurar, mas acho que o Alcides tentou mesmo fazer isso, mas perdeu a bola 2 metros após arrancar... sozinho... tropeçou nela... Este resultado e atitude funcionaram como prelúdio do resto da época, onde defendemos derrotas pela margem mínima em Paris e Barcelona... no fundo temos que dar razão ao medroso treinador, pois na única vez em que deu ordens para atacar que nem um tresloucado foi com o boavista na Luz e empatamos a zero contra um guarda redes com 93 anos. Pior só quando no ano seguinte o Bergessio falhou um penalty contra o guarda redes do Liechtenstein.

2. Hapoel Tel Aviv - Fase Grupos 10/11 - optando por uma dinâmica futebolística bastante americanizada, o SLB voltou a dar um presente aos israelitas, depois de Graeme Souness ter achado que "Beitar Jerusalém" era a equipa do Menino Jesus e como tal merecer receber prendas. Contudo, ao contrários dos 2-4 de 1998, estes 0-3 tiveram consequências mais graves para o SLB, e porque não dizê-lo, para os palestinianos uma vez que à sombra dos lançamentos de foguetes para festejar a vitória, também se procedeu ao lançamento de rockets em direcção à faixa de Gaza. Curiosamente nestas duas visitas a Israel, só tivemos o prazer de jogar contra um tipo com nome de pinga de alto teor inebriante (Gil Vermouth) no ano em que não levamos o treinador membro dos Alcoólicos Anónimos, ou como diz na gíria "o Escocês". Para o SLB este jogo significou a eliminação da Champions, para o Kardec significou a entrada nas tabelas estatísticas da mesma competição, no item "Mais Oportunidades Incrivelmente Desperdiçadas em 90 Minutos Devido a Graves Deficiências Motoras e Quem Sabe Mentais, Não Querendo Nós Estar Aqui a Lançar Boatos". Já foi há uns anos, mas sei que no final da época o líder da tabela continuava a ser o brasileiro e só desconheço é a razão porque ainda não foi a entrega do troféu... dão prioridade ao título de "Melhor Jogador" em relação a este e depois admiram-se do futebol estar como está... Como aconteceu em poucos jogos na história do SLB, este não terminou aos 90 minutos, mas teve sequela na jornada seguinte, quando os israelitas aproveitaram o embalo e começaram a enfardar espectacularmente no Lyon, deixando os Benfiquistas a rezar por um milagre do Israelita mais famoso da história. Felizmente para nós, o Jesus israelita teve o mesmo amor à pátria mãe que o Jesus português tem à pátria Benfiquista. Claro que quando toca a "Cúmulos da Ironia" o SLB aparece sempre destacadíssimo de camisola amarela no costado e fizemos questão de escavacar com esse apuramento para a Liga Europa de contornos miraculosamente Jesuítas, com uma arrepiante exibição na terra do "Bom Jesus".

1. Helsingin Jalkapalloklubi - Fase Grupos 98/99 - talvez o nome mais estranho a encavar o Glorioso Sport Lisboa e Benfica na principal competição europeia e talvez por isso o pessoal por cá só recorde esta nossa passagem pela Champions como "aquela vez em que uma equipa do Manduca nos desfez". Há coisa de uns meses houve outra equipa do Manduca a desfazer uns portugueses, mas estes eram muito mais sagorros e mancos, pois no HJK o brasileiro era suplente. Foram portanto estes finlandeses que o enorme Champagne Charlie, essa peça de museu que sentou as alcoólicas nalgas no mesmo sitio onde agora o artur jorge da amadora cola as pastilhas já mascadas, presenteou com 4 pontos e para que se tenha noção da valia dos rapazes, a estrela era um latagão ponta de lança chamado Mika Kottila (não precisam chorar se não souberem que é) que chegou a jogar em equipas secundarias da Noruega e Suécia sem qualquer tipo de sucesso. A coisa correu tão bem que dos 4 golos sofridos nos 2 jogos, metade foram marcados por jogadores nossos, ou pelo menos deviam ter sido. Na Luz Scott Minto enganou Sait Michel e em Helsínquia o primeiro golo nasce numa mão de um central nosso sem vivalma finlandesa num raio de 600 km. Na altura achei injusto os nórdicos não o terem deixado cobrar também a penalidade máxima, mas vendo em retrospectiva constato que no centro da nossa defesa estavam o paulo madeira e o ronaldo, pelo que entendo a opção dos da casa em chamarem a si a responsabilidade do momento, até porque haviam pessoas a passear fora do estádio e podiam não achar grande piada a serem atingidas por uma bola. É importante referir que o SLB foi eliminado nesta fase de grupos quando estava inserido num grupo totalmente patético, com uns finlandeses, o PSV e uma equipa alemã saída da 2Bundesliga há 2 anos e que contava com um naipe de jogadores a fazer psicoterapia para tentarem (sem sucesso) libertarem-se mentalmente dos anos 70... ah eram treinados pelo rehhagel e tinham uma porrada de egípcios.

ATENÇÃO ATENÇÃO, AVISO À POPULAÇÃO (quem quer escrever no A Mão de Vata)

Os mais cépticos e de língua viperina considerarão isto falácia, mas eu dou a minha palavra de honra que é verdade: quando escrevi o último post sobe o jogo celtic - SLB fi-lo com a completa certeza de que seria o último texto da história do A Mão de Vata. No momento em que o publiquei e até há uns 20 minutos atrás a minha aventura bloguista estava terminada com uma leve despedida nas entrelinhas. Contudo efectivamente a almofada é mesmo a melhor conselheira e enquanto babava avulsa e nojentamente para cima dela pensei que raio adiantava deixar de escrever, tal como há dois dias tinha pensado que raio adiantava continuar a escrever. No fundo decidi continuar com isto porque no fundo a sua existência tem a mesma importância que a sua não existência...zero redondo (vai-se ver e este blog é mesmo uma homenagem ao celtic - SLB).

Assim, decidi-me continuar a aborrecer-vos com isto tudo, mas com uma pequena alteração: desta vez quero que vocês façam parte da parvoíce. Trocando por miudos, preciso que sejam os leitores a fazer os melhores textos do blog e para isso vou pela primeira vez abrir isto à vossa escrita, mas numa coisa com um mínimo de regras. Portanto camarada, quer gostes ou não do blog, se estás interessado em escrever aqui, a coisa que se segue é para ti:

1. Quero... vá... exijo, textos para publicar em dias de jogos do SLB (aquele dia em que eu por superstição não publico).

2. Os textos têm única e exclusivamente que versar acerca de uma vitória do SLB que tenha marcado o vosso Benfiquismo (estou tão orgulhoso do meu corrector ortográfico, dá erro se escrevo Benfiquismo com letra minúscula). O texto e o título do mesmo será da vossa única e exclusiva responsabilidade.

3. Empates só servem se forem em eliminatórias europeias e tenham garantido passagem (Leverkusen é o único exemplo que recordo assim à presão).

4. Derrotas não servem mesmo que tenham garantido passagem a eliminatórias europeias (para a derrota servir teve que haver uma vitória antes).

5. Escrevam SÓ acerca de jogo que viram. Coisas do género "tenho 13 anos e recordo a nossa vitória na Final da Taça Latina" é lixo automático.

6. Não serão repetidos jogos, pelo que se o jogo que vos marcou foi o 6-3 de Alvalade, escrevam antes de alguém o fazer.

7. Sejam originais, não me venham com "aos 30 minutos fulano marcou, o jogo foi equilibrado, blá blá blá". Tenham sempre presente Carlos Pinhão "da história só me interessam as anedotas".

8. Como administrador e ditador supremo do blog reservo-me o direito de escolher qual o texto a publicar acerca do mesmo jogo ou até se publico mais que um acerca do mesmo jogo (só acontecerá em último caso, caso não haja textos). Se decidir não publicar o vosso texto, responderei ao mail a explicar as razões. Se não receberem resposta da minha parte é porque vai ser publicado logo que possível.

9. Escrevam vocês, peçam aos vossos filhos, pais, conjuges, amigos, para escrever. Liguem ao Jorge Jesus,, ao Rui Costa e ao Vieira e peçam-lhes para escreverem. Mandem mail à Leonor Pinhão, ao Ricardo Araújo Pereira ou ao Rui Gomes da Silva e peçam-lhes para eles escreverem. Enviem telegrama ao Mario Wilson, ao Toni ou ao Eriksson e peçam-lhes para escrever.

10. O objectivo maior desta iniciativa é exacerbar o Benfiquismo, elevar a força do Clube, mostrar que não nos conformamos. Sejam parciais, exagerados, irrealistas, sem limites.

11. Se não houverem textos vossos não haverá iniciativa. Não publicarei nada da minha autoria. Não me interessa se são bloguers ou não, escrevam e enviem.

12. Enviem para amaodevata@gmail.com . O meu Outlook aguarda-vos.

PS - para marcar o corte com o passado, ainda hoje publicarei um texto com resultados horríveis do SLB. A partir da meia noite de hoje quero aqui os grandes tareões que infligimos!!!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

celtic 0-0 SLB

É oficial, este blog é sobre um clube que já não existe e como tal possivelmente está a perder também a sua razão de existência. Desde que o registei e que nele comecei a escrever que teve como principal objectivo pugnar pelos valores e identidade do Sport Lisboa e Benfica. O objectivo nunca foi ser engraçadinho, famosos ou agradar a este ou aquele, tal como nunca foi objectivo entrar em desacordo velado com este ou aquele. Apenas pretendia trazer à evidência o espectáculo que é ser Benfiquista, o orgulho de pertencer a esta Família, puxar a brasa à sardinha que é a enorme história do Maior do Mundo. Para quem não esteve no inicio, lembro que o segundo post aqui publicado foi sobre esse louco de nome Isaias. Nunca o consegui esconder: sou Benfiquista e gosto de Ser Benfiquista. Adoro fazer a minha vida e a dos que me rodeia depender dos horários de jogos do SLB, faz parte do meu equilíbrio emocional estar 90 minutos por semana com os nervos à flor da pele e sou extremamente feliz por de vez em quando passar noites de insónias após maus resultados do Meu Clube. Não concebo a minha existência sem Benfica e todos quantos me rodeiam sabem-no bem e reconhecem-no e admiram-no.

Ontem o Meu SLB empatou fora num jogo de Liga dos Campeões, não por motivos técnicos, nem por motivos tácticos, apenas devido a uma clara opção pelo mais insonso dos três resultados possíveis. Não foi nenhuma tragédia, longe disso, mas foi em minha opinião uma atitude deveras criticável a partir do momento em que envolve um clube da dimensão do Benfica. Reservo-me o direito de defender que o Sport Lisboa e Benfica, fundado em 1904 entre em todos os relvados do Mundo com o intuito de ganhar, especialmente se os mesmos se disputarem contra equipas de nível qualitativo bastante abaixo do nosso. Fico fora de mim quando vejo que o empate é exacerbado como bom resultado por todos os responsáveis do Meu Clube, mas desanima-me e desilude-me para lá de todos os limites que os meus colegas de paixão concordem e defendam tamanha ofensa à história do clube bi-campeão europeu e 32 vezes campeão nacional. Defender um Benfica que jogue com o objectivo único de não perder é defender um não-Benfica. É defender um clube que não aquele sobre cujo recai o principal objecto de existência deste blog.

Considero de uma leveza emocional e de pensamento considerar que este empate pode ser desculpado porque "a equipa estava toda remendada". É verdade que estava, mas com mais remendos ganhamos ao Man. United em 05/06. Há ainda a agravante de que todos (todos) os "remendos" serem de exclusiva responsabilidade do SLB. Nenhum dos ausentes ficou indisponível no dia do jogo devido a uma inoportuna intoxicação alimentar. Desde 31 de Janeiro de 2012, quando emprestamos amorim a um rival nosso que não temos alternativa a Maxi Pereira (quase 8 meses) sendo que o uruguaio estava suspenso deste jogo desde que a 04 de Abril de 2012 foi expulso em stanford bridge (quase 6 meses). Apesar da suspensão de Luisão só ter sido confirmada 1 dia antes da partida, era óbvio e claro como água que a mesma iria surgir. Nem o Benfiquista mais optimista acreditava que o capitão seria ilibado, quer pelo lance criado, quer pela federação a que pertence o árbitro, quer pela federação que ficou responsável pelo castigo (eleita com o nosso apoio, nunca é demais relembrar). Já o facto de se chamar "remendos" a Matic e enzo é a própria assunção de uma politica desportiva falhada... é que estes remendos vão se-lo até Janeiro, na melhor das hipóteses. Portanto se empatamos em Glasgow por causa dos "remendos" a culpa tem que ser toda assacada ao departamento de futebol do SLB, responsável pelos "remendos" ou pelo menos, por não ter havido a preocupação de aligeirar o impacto da garantida falta de 4 jogadores para o primeiro jogo de Champions, isto quando estão já cumpridos quase 3 meses de época.

O outro argumento utilizado de que "foi um bom resultado porque ali nunca tínhamos pontuado" só convence quem tiver uma costela sportinguista. Eu só gostava de fazer o seguinte exercício: da última vez que jogamos contra o celta de vigo levamos 7 secos nos balaídos. Que me recorde, foi a única vez que os defrontamos nas competições europeias. Actualmente o celta é uma equipa recém primo-divisionário em Espanha com apenas 1 vitoria em 4 jogos de campeonato. Se porventura formos jogar contra eles no estádio onde são visitados iremos contentar-nos com um empate porque "ali nunca ganhamos"? Dentro desta linha de pensamento eu gostava de saber desde já qual o objectivo para a nossa visita a Barcelona... só porque me dava jeito saber o que esperar e quantos xanax's tomar. Admito que não se consiga lutar contra outros jogadores, mas contra a história não. Empatar contra estádios não existe num clube como o Glorioso Sport Lisboa e Benfica. O SLB quando foi fundado não era o maior clube de Lisboa e mesmo assim soube subir a pulso a história. Na altura deverá ter sido difícil somar a primeira vitória contra o Carcavelinhos, mas ela fez-se. Não ajoelhamos perante o "bolas aqui nunca ganhamos". Estivemos 14 anos sem ganhar no antro corrupto, mas sempre tentamos até que conseguimos. Até há 2 anos atrás nunca tínhamos vencido na Alemanha e no entanto não nos refugiamos nesse argumento para não batermos os fraquissimos representantes do Estugarda. Porque raio havemos de olhar para o Celtic Park e pensar "isto um empate é vitoria"?.

Talvez seja mesmo um mau benfiquista (e digo-o sem ironia) quando acho que para o Benfica a excelência de valores peca sempre por defeito. Sou pouco compreensivo com o laxismo e com o conformismo, tal como sou com o mau perder ou não saber ganhar. Talvez seja defeito meu, mas deste não abdico. O sentimento hoje é de tremendo desanimo não pelo resultado, mas pela reacção ao resultado. Tão desanimado quanto fiquei ao ver centenas de adeptos receber a equipa no aeroporto após uma eliminação com 2 derrotas aos pés do chelsea. Mas nem sempre foi assim, basta-me recuar a 03/04 para recordar uma reacção calorosamente hostil a uma equipa do SLB com muito menos argumentos que a actual, que tinha ido empatar à Bélgica com o la louviere. Sei que hoje tal cenário seria impossível e inimaginável. O SLB que queimou tempo para garantir um 0-0 em Glasgow foi exactamente o mesmo que queimou tempo para segurar um 1-0 em casa com o anderlecht que seria infrutífero perante o 0-3 da 2ª mão. É o mesmo Benfica que faz 1 remate em Copenhaga num 0-0 sem chispa em jogo inaugural de Champions num grupo que curiosamente incluía o celtic. É o mesmo Benfica que defendeu derrotas mínimas em Paris e em Barcelona. É o mesmo Benfica que... É o mesmo Benfica que... É o mesmo Benfica que... O Benfica e os Benfiquistas estão mudados. Eu pelos vistos não, e tenho dificuldade em mudar... e isto deixa-me numa encruzilhada...