sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Por um Aimar e um Martins de aço

Foi preciso chegar ao mês de Dezembro para assistirmos a um momento quase único na história recente do Sport Lisboa e Benfica... Carlos Martins e Pablo Aimar partilharam o campo de treinos em plena condição física. A última vez que isto tinha acontecido, a Alemanha ainda se chamava Prússia e a Rússia ainda se chamava... bem... ehr... Rússia... Foi uma situação tão surpreendente que os adeptos do SLB compareceram em massa e o record conseguiu descortinar no argentino uma "alegria contagiante", que por ser de tal forma contagiante pode até ter vindo de um outro jogador e ter contagiado El Mago. Mas para o efeito, foi ele o gerador do contágio... É por isto que num momento, também ele deveras histórico, vou tentar fazer o serviço público tão usual em blogs afectos ao Máiór do Mundo (em contraponto com o serviço púbico feito nas hordas azuis) e através de uma afincada pesquisa ao nível da medicina, colocar ao dispor de Jorge Jesus toda uma série de 10 medidas para evitar recaídas lesiónicó-físicas dos nossos melhores números 10 (únicos?)... aponta aí Jota-Jota:

1. Ambos os jogadores deverão entrar em campo no interior de Aquaball's (pesquisem que eu também o fiz) - bestial para evitar contacto físico com adversários não vacinados contra a raiva e mais importante, com árbitros não vacinados contra a corrupção. Visto ser hermética e estanque, é a solução ideal para prevenir o contágio dos craques com doenças sexualmente transmissíveis, que podem surgir através da proximidade com árbitros, pois estes são gente bastante atreita a tais maleitas devido aos seus sucessivos comportamentos de risco.

2. Ambos os jogadores deverão jogar conduzindo a motoreta-maca - o que se perde em controle de bola e índices técnicos ganha-se em velocidade de desmarcação e eficácia dos sempre perigosos "piques de sprint". É certo que pode-se contrair lesões em caso de despiste da motoreta-maca, mas é por isso que a maca não deve ser desatrelada em circunstância alguma. Até prova em contrário, é a melhor forma de prevenir as bastante limitativas contraturas musculares, virilhas p'ró galheiro e dar o bafo final.

3. Ambos os jogadores deverão jogar embrulhados em plástico de bolhinhas para empacotar porcelanas - do melhor que se possa imaginar para situações de grande risco de contacto físico, acumulando ainda a vantagem de evitar excesso de paulada por parte dos adversários por responder ao contacto agressivo com estalidos extremamente irritantes. Em principio deve ser eficaz na prevenção de contusões, desdentamentos avulsos, olhos à Benfica e ancas esfrangalhadas (estamos na Liga Europa... os russos também... quem sabe...).

4. Ambos os jogadores deverão entrar em campo munidos de megafone e ponteiro - é certo que os estádios raramente estão cheios, mas isso não impede que seja difícil a comunicação entre os jogadores. Assim torna-se mais fácil ao Mago dizer aos colegas menos dotados intelectualmente "joga na direita... desmarca na esquerda... posiciona-te ao centro", ou ao Martins dizer aos colegas que não vêem dvd's do zidane "pica a bola... toca de calcanhar... centra de rabona... chuta do meio campo num contra ataque de 7 contra 1...". Este método é reconhecidamente o melhor para evitar afonia, bem como distensões de biceps e triceps por apontar em demasia.

5. Ambos os jogadores deverão entrar em campo com o símbolo de deficiente motor estampado na camisola - acima de tudo impõe respeito e estabelece limites de relacionamento com os adversários, para além que pode enganar os mais incautos. Não tem grandes vantagens de índole físico, para além de evitar entradas um pouco mais descabidas, mas é excelente para conseguir obter um bom lugar de estacionamento na garagem do estádio em dia de jogo, evitando assim cansativas caminhadas desde o estacionamento do Colombo até ao balneário Glorioso.

6. Ambos os jogadores deverão entrar em campo munidos de caneta e uma foto deles - utilissimo para distribuir autógrafos pela rapaziada adversária durante o jogo, criando nos mesmos um elevado grau de empatia que os levará a renegar qualquer disputa de bola com os nossos dois bravos atletas, poupando-os ao esforço de terem que correr, saltar, suar e lutar. É um método aprovado pelos melhores preparadores físicos do Mundo a fim de combater as longas sessões de autógrafos em shoppings da moda, que retiram tempo de descanso aos atletas e conduzem a cansaço muscular e psicológico, o que normalmente resulta em fracturas de stress.

7. Ambos os jogadores deverão entrar em campo envergando uma camisola do emerson e tampões nos ouvidos - não existe forma mais eficaz de evitar lesões do que não tocar na bola. Com um nº3 no costado e o nome "Emerson" a enfeitar-lhes as omoplatas, muito dificilmente algum colega os vai solicitar com um passe ou uma desmarcação. Se porventura isso tiver que acontecer, também não serão incomodados por adversários, pois até estes sabem que o brasileiro não faz mal a uma mosca. Os tampões são peça fundamental do estratagema pois evitarão lesões auditivas derivadas dos assobios e insultos vindos das bancadas.

8. Ambos os jogadores deverão entrar em campo usando óculos - inicialmente poderá pensar-se que se pretende prevenir qualquer tipo de maleita ocular, mas na verdade a utilização de vidrinhos para a visão tem o objectivo de os mesmos serem retirados em caso de entrada violenta de um adversário, ou de um sprint mal calculado a frio... como todos sabemos, basta a um ser humano comum retirar os óculos para que se transforme num super herói e... super heróis não se lesionam. É uma técnica utilizada por esses relvados mundiais fora e com bastante sucesso... no caso dos nossos pacientes crónicos talvez recomende utilizarem uma capa por baixo da camisola, só pelo sim, pelo não.

9. Ambos os jogadores deverão entrar em campo usando chapéu mexicano - é certo que nenhum deles é ruivo e que os jogos em Portugal só se disputam de dia no pico do verão... que é quando o campeonato está parado, mas nunca é demais prevenir as queimaduras solares na pele. Se for possível arranjar chapéus mexicanos em tecido de oleado, o método aumentará a sua eficácia exponencialmente pois em dias de dilúvio invernal poupará os nossos craques a aborrecidissimas constipações, gripes, irritação na garganta e pingo do nariz.

10. Ambos os jogadores deverão entrar em campo com telemóvel - é público que quanto mais cedo é o diagnóstico, mais eficiente é o tratamento. Transportar consigo um telemóvel 24 horas por dia não vai prevenir as lesões, mas ter o número 112 no "speed dial" vai diminuir bastante os tempos de recuperação e consequente inactividade. Desta forma um passe de 60 metros deixa de ser sinónimo de 60 dias de enfermaria e um boião de compota deixa de resultar em 3 meses de baixa médica devido a tendinites nos pulsos.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Anarquia bem regulamentada

O anarquismo pressupõe uma organização social sem que para tal seja necessário um governo, conquanto isso não signifique a ausência de ordem, métodos e regulamentos. Desportivamente, anarquismo pôde-se ver no SLB de Camacho... "mister jogamos em 4-4-2?"... "si, si, salir a ganar"... "mister o cristiano joga a defesa esquerdo?"... "si, si, salir a ganar"... "mister a mulher do sokota é muita boa, posso-lhe saltar para a espinha?"... "si, si, salir a ganar". Vivíamos tempos da livre associação e do auxílio mútuo dentro do balneário do SLB e a coisa funcionava... era o que o português gosta de classificar de "caos organizado", porque se verificava o cumprimento de regras básicas no meio de secretárias cheias de papelada a serem fustigadas por tornados.

Este cumprimento de regras não é contudo, unânime dentro da bolha intelectual do "futebol português", sendo inclusive tido como sendo coisa de meninos com dentinhos de leite que nunca comeram sopinhas de cavalo cansado ao pequeno almoço. Na verdade os regulamentos aplicados ao desporto rei nacional têm a mesma dimensão esotérica dos 3 mil milhões de títulos lagartos... há quem diga que eles existem, mas não são apresentadas provas de tal coisa nem nunca ninguém lhe colocou os mirantes em cima. Já apareceram fotos dos ditos cujos, mas foram descartadas por serem fruto de photoshop, paint e em alguns casos, pinturas surrealistas rabiscadas a ponta de feltro Carioca em gordurentos guardanapos do restaurante "O Rei dos Frangos" na Guia.

Para provar a minha teoria sobre a inexistência de cumprimento de regulamentos no futebol português, eu poderia puxar de toda uma enciclopédia mundial de exemplos, mas derivado de estar com pouca vontade de escrever, vou-me apenas agarrar ao mais recente por estar mais fresco na minha cabeça... e é uma daquelas fresquidões como quando se bebe um Frapuccino de penalty pela palhinha e se fica com a testa a tilintar de dor, que até os olhos se voltam para trás com vergonha... recuemos então até ao passado dia 14 de Dezembro, quando a península de Setúbal foi afectada por uma borrasca tal que até o invisual bípede do pedro proença conseguiu descortinar uma poça de água no hectare relvado do Bonfim, para deixar cair o couro esférico e meter férias de Natal mais cedo que a maioria da função pública.

Ora, adiado o jogo porque entrou água no sapato do proença, cabia aos clubes e à Liga marcar nova data para o acontecimento mais amigável da agenda desportiva nacional. Dentro daquilo que os leigos apelidam de "Regulamento de Competições" existe um artigo (22º) que menciona a obrigatoriedade da marcação do jogo para um prazo máximo de 30 horas (número 1), excepto se houver acordo entre os clubes (alínea a). Como acordo entre aqueles clubes foi coisa que nunca faltou, riscou-se logo as 30 horas e avançou-se para uma data mais tardia. Para a marcação desta data havia que respeitar mais um artigo (19º) desse tal de "Regulamento de Competições" que especifica (número 2) que a data deve ficar inserida num prazo máximo de 4 semanas após a data inicial da peladinha, por se tratar de um jogo da 1ª volta do campeonato.

Agarrando-se ao "Regulamento de Competições" e à proposta de ambos os clubes (ou será "do clube"?) a Liga anunciou a nova data...23/01/2013, portanto 6 semanas após o 14 de Dezembro... talvez porque o dia 2 de Janeiro não esteja disponível para nenhum dos clubes supra citados, tal como está para SLB e desportivo de aves? Ou estará algum dos envolvidos (e este envolvidos pode ter conotações amorosas caso o leitor assim o pretenda) com a agenda cheia de jogos uefeiros durante estas 4 semanas? Se calhar há jogos de selecções e os cônjuges têm jogadores convocados para as mesmas? Claro que perante esta evidente ilegalidade, o Sport Lisboa e Benfica já fez o que devia e como clube obrigado a jogar a 2 de Janeiro protestou veementemente com um bem irritado e ghandiesco... silêncio confrangedor... talvez estejamos à espera do final da nossa recepção aos corruptos para o gomes da silva vir dizer "nós bem que tínhamos sido avisados que eles iam chegar mais frescos a este jogo".

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O mata-borrão da História

A História é um novelo de lã de cujas meadas não se encontram as pontas e os seres humanos biliões de felinos de unhas aguçadas a tresmalhar o pêlo ovino por todo o lado. Toda a História é infinita, inconstante e dinâmica, resultando de uma sucessão de acontecimentos aleatórios, imprevisíveis, intelectualmente descompensados, e porque não dizê-lo, algo esquizofrénicos até. História é por exemplo uma associação de jovens nascer numa farmácia, sem posses e sem campo para praticar a actividade a que se destina e através da subida a pulso da face mais escarpada e íngreme da vida, partindo dentes, abrindo sobrolhos e rebentando meniscos, para contrariar todas as probabilidades, chegar ao topo da montanha e "espatar" lá uma bandeira rubra com as palavras "Sport Lisboa e Benfica" bordadas a ouro em tamanho garrafal. 

História é também um gajo nascer estrábico das duas vistas, não dar um pontapé numa bola, ter dificuldades de locomoção, trepar as faces mais escarpadas e íngremes das improbabilidades totalmente descompensadas, chegar ao topo da montanha e "espatar" uma bandeira com as palavras "Lateral Direito do Sport Lisboa e Benfica... Cabrões!!!". A História tem sempre um cantinho fofinho e meio carinhoso reservado para os imprevisíveis, para as surpresas, para aqueles acontecimentos cuja única pessoa que acreditava neles, morreu incinerada numa fogueira da Inquisição há mais de 200 anos sob acusação de feitiçaria. Porque no fundo a História é coração mole, chora em filmes de amorzinho e de jovens strippers que são seduzidas por velhos corruptos excitados devido a consumo excessivo de viagra por pensarem que o "comprimido azul" os vai tornar ainda mais portistas do que já são. 

O que a História tem dificuldade em suportar e aceitar é o plágio, a cópia e a previsibilidade. Existe um contentor do lixo imundo e a feder nas traseiras da História, para onde são atirados todos os sebentos sem criatividade, os intelectualmente gosmentos, aqueles cuja existência para a memória colectiva não vai passar de um relâmpago em alto mar, para lá da linha do horizonte. Para a História, associações recreativas cujos objectivos de existência se centrem em desejar e possibilitar títulos para rivais com cadastro judicial extremamente conspurcado, existe um cantinho no contentor atafulhado de maleitas, junto a todos os que um dia "benderam" a alma ao papado, para lhe engordarem a conta corrente em prejuízo dos Máióres... porque a História vai apagar os estrelas da amadora como apagou os calheiros, porque a História vai apagar os leirias como apagou os donatos, porque a história vai apagar os lagartos como apagou os augustos duartes.

Manuais de Educação Social

Recorrendo ao chavão e à frase feita que são imagem de marca do blog, inicio esta dissertação (admitindo já que chamar a isto dissertação pode ser optimismo a mais) plagiando um autor desconhecido: "um homem só é completo depois de plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro" por a considerar errónea no sentido verbal de uma das suas premissas. Que me recorde ainda não cumpri nenhum dos requisitos mínimos para ser homem, (conquanto fisicamente os cumpra na plenitude ah ah ah ah... ok, continuo a abusar do optimismo) e mesmo tendo em conta que sou gajo para ter faltado a muitas visitas de estudo do Dia da Árvore, revejo-me na lógica sustentável de ter que plantar uma árvore para mais tarde poder escrever um livro... planta-se o arbusto, passado uns anos afinfa-se-lhe a lâmina da motoserra, derrete-se aquilo tudo em celulose e faz-se o papel para imprimir os nossos desconcertantes pensamentos... diminui-se a pegada ecológica e aumenta-se a pegada sem lógica... em tamanhos de sapato quase fernando-aguiarescos.

Onde a minha concordância com a expressão emperra mais do que um sprint do Kardec, é na parte de se ter que escrever um livro para se ser um homem feito (sem conotações cosa nostreiras, se bem que neste caso também facilita escrever um livro... com o nome dos indivíduos que foram deixados a tomar banho no fundo do rio, envergando apenas uma manilha em betão a tapar as partes pudibundas), apenas porque não tendo eu escrito algo que se assemelhe com os ditos, nem ter perspectivas de algum dia o vir a fazer, senti-me um pouco mais homem há coisa de 2 semanas, quando comprei uma obra prima para mim. Admito que quem a escreveu se sinta um homenzarão do camandro, mas eu no fundo da minha lagártica ambição, contento-me com o leve odor de masculinidade impressa na auto-oferta de um livro, que na verdade é mais que isso... é um manual sobre "Como Ser Um Ser Humano Realmente Decente Em Vez De Ser Um Idiota Extremamente Abandalhado", é um conjunto de páginas que faz mais pela educação social do que 100 exemplares da "Cartilha Maternal"... falo, obviamente do "Almanaque do Benfica", que dentro da minha mini biblioteca de leitura Glorificante, é o único livro que não me foi oferecido.

É portanto, partindo do pressuposto que todos vós precisais de vos auto-oferecer um livro para que se tornem homens feitos (interpretando já o "homens" com um cariz mais de espécie animal do que de género sexual) e visto faltar pouco menos de 1 mês para as comemorações do Natal Eusebiano que vos deixo aqui gratuitamente, a pequena lista de livros Gloriosos que possuo, como forma de sugestão para vossa futura compra:

1. "Benfica O Voo da Águia" - bestial resenha sobre a temporada 88/89 que culminou com mais um campeonato para o lado dos bons e que inclui breves trechos sobre a história do clube e um muito inspirador capítulo sobre "Estórias da História do Benfica" saído da pena do Sr. Carlos Pinhão. Importante também o capitulo biográfico sobre Vata Matanu Garcia, melhor marcador da época em questão, no qual se fica a saber que o seu ídolo é Ghislão Lufemba Luke, seu ex. colega no varzim e candidato ao título "Mas Que Raio Pretendiam os Teus Pais Dizer Quando Te Registaram?".

2. "Benfica 90 Anos de Glória" - um livro que é acima de tudo uma tremenda premonição... historia a história Gloriosa do Glorioso até 1994... a partir daqui tudo descambou aparvatadamente. Tem tudo o que é imprescindível a um Benfiquismo fanático: a história, os estádios, os jogadores, os jogos, os presidentes e até o manuel damásio. Como qualquer livro do SLB que se preze, tem um capitulo só para o Eusébio... o "Missão Benfica" tem? Lá está, todos os livros sobre o SLB que se prezem, têm um capitulo sobre a vida do Eusébio... Menção honrosa também, para um capitulo sobre as claques do SLB e para o Orfeão do Benfica... tudo coisas que cantam pelo Benfica.

3. "Eusébio Pantera Negra" - se todos os livros sobre o Benfica que se prezem têm um capitulo sobre o Eusébio, este é o supra sumo do livro benfiquista. Todo ele é Pantera Negra... em modo Uderzo & Goscinny... mais Astérix que Obélix. Tem a vantagem de vir acompanhado por uma cassete VHS (talvez já tenha DVD) o que pode ser bastante útil para analfabetos e recém nascidos... à atenção dos papás mais inexperientes... 12 horas disto por dia fazem mais pela saúde dos vossos bebés do que 3 caixas de Ben Hu Ron. Estranhamente em nenhum dos quadradinhos o Rei aparece a namoriscar um copo de whisky...

4. "O Futebol é Isto Mesmo... ou então outra coisa completamente diferente" - a estreia de RAP e Miguel Góis no que a livros Gloriosos diz respeito, fez-se sob o roncar tresmalhado do taxi preto e verde do Zé Manel taxista, personagem de ficção criado em circunstâncias muito aprticulares, quando vale e azevedo foi a um programa do Herman José, onde também compareceu Eusébio. O livro é todo ele uma sátira à estremunhosa temporada de 00/01 em que obtivemos o brilhante 6º lugar (um sonho vago para a actualidade lagarta) compilando textos publicados no jornal abola. Para os que não viveram esses dias de trevas, saibam que a Crónica do Zé Manel era a única coisa que animava o mundo benfiquista por essa altura.

5. "A Chama Imensa" - mais compilações de textos do RAP no abola (o RAP é especialista a compilar... tudo o que faz compila... escreve uns textos e depois compila, compila, compila que nem um cocainómano). Desta feita a coisa pia mais grosso e o espectro cronológico abarca a época do Quique Flores e as duas primeiras do Jesus, portanto de um livro sobre um 6º lugar, passamos para 2 Taças da Liga e 1 Campeonato... sempre a subir menino Ricardo, sempre a subir. Talvez melhor do que as crónicas desportivas, sejam as picardias com miguel sousa tavares e o "se falam das escutas meto-me já a andar porque não tenho como negar a existência das mesmas".

6. "Alegrias e Tristezas de um Benfiquista" - livro de António Pedro-Vasconcelos que só é sobre o SLB durante 1 capitulo e no entanto teve direito ao título e a uma águia na capa. É também todo ele uma compilação de textos publicados em jornais e tem como ponto alto os textos do sôr António a adivinhar o descalabro que viria com o poeta tripeiro a treinar o Glorioso. De resto a trama gira em volta da selecção e do futebol mundial, tornando óbvio que um livro de futebol, por muito bom que seja, só vende se o título versar em volta do Máiór do Mundo.

7. "Almanaque do Benfica" - o sonho dos estatísticos. Todos os jogos, todos os jogadores, todos os marcadores, todos os capitães, todas as cabazadas nos lagartos e tripeiros e alguns pormenores deliciosos, como por exemplo aquele derby que ganhamos no estádio do ex.rival por falta de comparência lagarta pois acharam que os nossos briosos atletas não eram dignos de pisar o descampado deles, que é mais ou menos o que apetece fazer agora, mas ao contrário... o SLB devia fazer falta de comparência à próxima visita a alvalade pois o quintal verde não é digno de receber a classe dos nossos bravos atletas.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Cartiino #26


Qual o limite máximo para que um texto esteja ainda "actual"?

Foi reconfortante ver o SLB derrotar uma equipa da Primeira Liga formando um onze com jogadores normalmente suplentes. Assim em modos de comparação, no final do jogo senti-me assim tipo o Ernõ Rubik após ter descoberto que já era tão bom a resolver o Cubo Mágico, que até com as mãos dormentes pelo excesso de álcool ingerido o conseguia fazer.

(esta micro-mini crónica chega com uns dias de atraso porque aqui, por norma, faz-se tudo com atraso... só para variar, amanhã sou capaz de escrever já a crónica intitulada "Campeões Fodasse!!!" e assim adianto-me já... não sei é com quantos dias de adianto ela aparece... coloco isso nas mãos de Jesus).

domingo, 16 de dezembro de 2012

SLB 4-1 mareteme

1. Não entendo o comportamento de Óscar Cardozo... dois hat tricks numa semana só? Está a ver se arranja forma de a liga proibir hat tricks de jogadores do SLB? A não ser que desta vez a jornaleirada descubra por ali um ou dois desvios em tufos de relva ou num grão de terra mais espigadote e atribua os golos aos jardineiros da Luz. Enquanto isso não acontecer, o paraguaio lento e tosco vai continuar a ser o primeiro estrangeiro a atingir a marca dos 100 golos com a camisola do SLB e um dos avançado com média de golos mais fértil na história do clube... alias, no que toca a fertilidade, Cardozo é o tipo de homem que faz do mandarim a língua mais falada do Mundo.

2. Os últimos 30 anos de existência do Sport Lisboa e benfica caracterizaram-se por terem acumulado um chorrilho de erros históricos... a troca do Toni pelo poeta, a dispensa do JVP, a contratação do luis filipe, etc. Nas últimas eleições os erros voltaram e os sócios perderam uma brilhante oportunidade para elegerem uma direcção competente e nem estou a criticar o actual estado financeiro do clube, a qualidade do plantel ou a preferência clubística dos administradores da SAD... apenas sei que uma qualquer direcção realmente comprometida com o sucesso do clube já tinha colado na porta do balneário dos árbitros um placard com a explicação da regra do fora de jogo aplicada aos livres laterais.

3. Há momentos televisivos épicos (por exemplo ver o McGaitan com ar de quem realmente está com vontade de jogar à bola) e depois há outros que merecem ser inscritos na lápide do individuo que os protagonizou, por exemplo o Carlos Manuel comentar a mão do roberge na área com um evasivo "esta nova regra"... nova regra? Qual, a da proibição de jogar com a mão? Deixa cá ver quando foi inventada.... ora em 1940 já existia... em 1910 também já existia... sim, em 1890 já lá estava... pois, a merda da regra existe desde que a modalidade foi inventada pah!! Vê lá tu que só em 1871 é que os guarda redes puderam começar a jogar com as mãos, porque antes não podiam... porra a regra é tão antiga que só em 2012 é que o alex sandro pode começar a jogar com as mãos, porque antes não jogava nos corrupt... não podia.

4. Pode um gajo fazer um hat trick num jogo e mesmo assim perder o titulo de melhor em campo para um colega trinco? Sim pode, se o médio defensivo fizer uma exibição como o Matic ontem fez... o sérvio dominou de tal forma o meio campo que só lhe faltou espetar uma bandeira do país dele (recortando-lhe obviamente aquela horrível risca azul) no centro do terreno e dizer que era um "blá blá blá... um passo gigante para a humanidade"... literalmente, que uma passada dele vale por três de um humano de estatura média. Nemanja fez um jogo tão dominador que ao intervalo, em vez de meter o enzcremento no lugar do André Gomes, Jorge Jesus podia ter colocado um gajo do mareteme, que mesmo assim a nossa torre controlava o meio campo.

5. Não sou muito prodigioso em termos de memória e por isso tenho dificuldades em decorar os números dos nossos jogadores. Felizmente há pessoal que tem melhores condições para o fazer e por isso ontem fiquei a saber que se um dia me esquecer que o Ola John é o nº 15, só tenho que telefonar ao lateral direito madeirense e perguntar-lhe, que o rapaz viu tanto as costas do holandês, de cada vez que este acelerava, que de certeza lhe memorizou a matricula. O rapaz foi tão humilhado que só não pediu substituição porque não queria fazer a família passar vergonha, mas à conta disso teve de regressar à ilha em helicóptero do INEM porque não teve autorização para entrar no avião comercial todo engessadinho como o John o deixou.

6. Oscar Tacuara Cardozo tem um instinto assassino tão apurado que se tivesse nascido nos Estados Unidos da América, nesta altura andava de drone no ar a matar paquistaneses e afegãos no estrangeiro... bolas, o homem gosta tanto de ver sangue nas suas vítimas que se fosse espanhol andava de caçadeira em punho a limpar o sarampo a elefantes na savana africana... caramba, ele é tão psicopata que se fosse sueco carregava todos os dias consigo centenas de manuais de instruções para montagem de móveis em módulos puzzle só para chafurdar na paciência de todos aqueles que se cruzassem na sua frente. (sim este ponto nasceu de um comentário menos politicamente correcto na página do facebook, pelo que não aconselho virgens facilmente "ofendíveis" a passar por lá).

7. Pela primeira vez desde que chegou ao SLB Jesus vai passar o Natal como rei do presépio. Felizmente o papa já informou urbi et orbi que a história da vaca e do burro na paisagem do nascimento do salvador é uma mentira,senão tínhamos que ir recrutar o papa pitas e sua muy respeitável donzela para assumirem os seus papeis nas laterais do nosso mister... quer dizer, esta última mensagem do papa até deve conferir habilitações ao papa pitas e respectiva entourage para serem incluídos no presépio... é que se há gente conhecedora dos meandros da mentira e da aldrabice esfarrapada é o velhote nortenho... isto claro, desde que a mensagem do papa não tenha sido obtida de forma legal e ainda não tenha transitado em julgado...

8. É estranho ver os ilhéus jogar sem o olberdam, especialmente porque uma pessoa olha para as canelas dos nossos jogadores e pergunta-se "porque raio estão eles a usar 4 pares de caneleiras se o talhante não está em campo?". Ontem o rafael miranda ainda quis assumir o posto de "até ao pescoço é canela e acima disso é bater mais nela" normalmente ocupado pelo seu colega de equipa, mas faltou-lhe arcaboiço para a coisa... um ou outro empurrão, duas ou três rasteiras, mas... nem um pé em riste, um cotovelo à altura do nariz (ou dos joelhos no caso do Matic)... não sei, ficou a faltar alguém para fazer aquela cara de espanto por ver um amarelo após cortar em três um perónio alheio, tão característica dos nossos embates contra o mareteme.

9. Normalmente quando se tenta comparar características de jogadores, pegam-se em dois que ocupem a mesma posição em campo. Ontem tivemos um caso único em que se comparou um jogador com um treinador e o saldo é que são iguais... Jesus diz que Cardozo fora da área o irrita, mas dentro da área é o melhor do Mundo... do meu ponto de vista, Jesus fora do campo também me irrita, mas lá dentro é dos melhores do Mundo... a grande diferença é que a irritação que o Cardozo provoca fora da área não prejudica muito o seu saldo no final das épocas, enquanto que a comichão que o Jesus provoca fora do campo tem tido influência negativa nos seus resultados de final de ano.

10. Garay continua a fazer exibições imperiais atrás de exibições imperiais que vão funcionando como contraponto às exibições apatetadas atrás de exibições apatetadas com que o Maxi nos tem brindado na defesa. Tenho cá para mim que esta forma de El Negro não deve ser atribuída a mérito do Jesus, mas sim a excelente trabalho do seleccionador argentino... não que tenha feito alguma coisa em especial, mas colocar Garay em todos os jogos da alvi celeste a compensar as nabices do rojo é algo que deixa qualquer central capacitado para as mais ínfimas falhas de colegas de sector, até porque sejamos realistas... as azelhices do Emerson ao pé do que o rojo faz... eram coisas de menino...