segunda-feira, 18 de outubro de 2010

A lei da vida

Nuno Gomes anunciou hoje a sua saida do SLB, no final desta epoca. Mais tarde ou mais cedo tinha que acontecer, é a lei da vida. Foram 12 anos de águia ao peito.
Na minha muy singela opinião, Nuno Gomes é o maior simbolo do SLB do séc XXI e é o jogador mais sub-valorizado pela massa adepta do clube. Sim a "Maria Amélia" a "Bailarina" o "Ajeita Cabelo" fez mais de 160 golos com a camisola do Sport Lisboa e Benfica. Quantos idolos de pés de barro do 3º Anel gostariam de ter feito metade disto? Há também algo que muita gente esquece: quando saiu para Italia garantiu que voltaria. À 1ª hipotese... cá estava ele ainda com pernas para jogar. Quantos "principes" jogaram às malvas a hipotese de regressar à Luz por troca por mais umas liras?
O mais engraçado da relação entre Nuno Gomes e adeptos é que estes só o começaram a ver como simbolo e idolo quando ele deixou de ser presença assidua no 11 titular "é o capitão, importante no balneário". Os mais de 100 golos que tinham ficado para trás na altura eram só "obrigação de quem ganha balurdios".
Agora a grande desafio que se coloca ao SLB é formar um novo simbolo para a segunda década do séc. XXI. O testemunho está na mão de Luisão, mas a idade dele pede que jovens como Miguel Vitor, Roderick, Ruben Pinto ou Nelson Oliveira se afirmem definitivamente como simbolos de um clube que se quer agarrado às suas raizes.
Ao Nuno Gomes só posso enviar um Muito Obrigado e o sincero desejo de que a direcção do nosso clube consiga arranjar lugar para ele na estrutura do clube (esperemos que não seja como treinador adjunto dos iniciados ou juvenis).

2 comentários:

VHugo disse...

Concordo com tudo o que dizes. Eu sempre fui daqueles que gostava de o ver a titular. No sábado entrou e fez mais uma assistência!

http://forcamagicoslb.blogspot.com/

Anónimo disse...

Realmente um dos mais injustiçados jogadores do SLB dos últimos anos, e pelos próprios adeptos do clube, tal como o Cardozo, Nuno Gomes poderia ter algumas bolas de ouro caso não tivesse jogado ao mesmo tempo que o "monas" jardel, desde o seu regresso foi um dos sacrificados da insistência num sistema táctico que em nada o beneficiava.
Efectivamente o ultimo grande símbolo do clube.