sexta-feira, 22 de abril de 2011

Prioridades I

Ponto prévio: o presente texto não é resultado de uma opinião amadurecida, nem eu sou um tipo muito perspicaz futebolisticamente. Assim agradeço que as criticas sejam meigas e se for para bater muito, digo já que não fui eu que escrevi isto.
Há nos corredores do SLB 2 Benficas: o desportivo, que procura obter resultados nos relvados e o financeiro, que procura obter resultados na tesouraria. Um e outro deveriam dividir em parcelas iguais os niveis de prioridade dos responsaveis do Meu Clube. Contudo, actualmente a coisa vai mais num 70/30 a favor do SLB Financeiro, com consequencias visiveis nos resultados desportivos.
A criação do Benfica Star Fund em Setembro de 2009 (se não estou em erro) tornou-se para a nossa direcção como um "novo brinquedo", parecendo por vezes, que não interessam os resultados desportivos, desde que se faça dinheiro. O problema é que para fazer dinheiro tem-se de enfraquecer a equipa. A ansia de criar mais valias tem toldado o julgamento de quem nos governa. A face mais visivel disto são as vendas, mas também nas contratações manda mais o Fundo do que as necessidades da equipa.
Desde que foi formado o Fundo, chegaram ao SLB os seguintes jogadores:
- Airton - 19 anos
- Eder Luis - 24 anos
- Allan Kardec - 21 anos
- Roberto - 24 anos
- Carole - 19 anos
- Jardel - 24 anos
- Gaitan - 22 anos
- Fernandez - 22 anos
- Jara - 22 anos
Contratados para a próxima época já estão:
- Bruno Cesar - 22 anos
- Wass - 21 anos
- Nuno Coelho - 23 anos
- Matic - 22 anos
- Mora - 23 anos
- Nolito - 24 anos
Olhando para esta lista, é facil reparar que desde há 1 ano e meio que o SLB não contrata jogadores com mais de 24 anos. Sabendo que só jogadores entre os 16 e os 25 anos são elegiveis para o Benfica Star Fund, parece óbvia a ligação entre as coisas. Neste momento o SLB compra a pensar no Fundo, não compra a pensar na equipa.
O que por agora parece uma "inteligente aposta na juventude" pode vir a revelar-se numa "idiota aposta na imaturidade", especialmente tendo em conta que elementos como Aimar, Cardozo, Nuno Gomes, Weldon, talvez Saviola ou Peixoto parecem estar de malas feitas. Para os mais esquecidos, recuem 3 ou 4 anos e vejam os resultados de quem tem a mania de fazer equipas com jogadores que nem barba ainda fazem. Para os mais distraidos, tentem encontrar ligação entre inexperiência e incapacidade para encarar jogos importantes.
PS - terminada a leitura e antes de comentarem, talvez seja melhor regressar ao primeiro parágrafo.

3 comentários:

Rui disse...

É verdade tudo o que transcreves. E tem mesmo de ser assim. Essa lógica financeira é incontornável para qq clube português que tenha vontade de sobreviver.
Ficámos todos contentes por termos cá o Euro2004 e por termos construídos estádios novos mas a verdade é que tudo tem um preço. Teve um preço para as contas públicas mas tb para os clubes, que viram os passivos bancários subir em flecha para financiar activos com rendibilidades de longo prazo.
O futuro próximo do futebol português é mesmo o de comprar barato e novo para ter mais-valias em vendas num prazo de 3/4 anos.
Agora, convém não esquecer que para vender com mais-valia temos de valorizar os jogadores, o que só se consegue com boas carreiras europeias e títulos.
Concluindo, o caminho que é traçado no post não é o ideal mas é o necessário face à realidade actual.

Anónimo disse...

Se forem bons, pois alguns nunca os vi a jogar, mas sei que a nossa prospecção não é de falhar salvo raras excepções acho bem. Mas percebo que tem que haver maturidade em campo, Aimars, Saviolas, Nunos Gomes, etc, pois senão, com equipas grandes, surge o nervosismo que em alta competição dá barraca e já confirmada por nós. Portanto e pensando nas vitórias e também nos cifrões, é obrigatório uma miscelânia de juventude e maturidade, senão não vamos lá, cá dentro ou lá fora.

Miguel

Txalo disse...

Concordo que visto assim é preocupante, mas tem que ser integrado numa realidade que é a de haver no plantel um Luisão, Aimar, Saviola, Nuno Gomes, Martins, ou seja, jogadores com experiência para equilibrar com essa juventude.
Se estes sairem e não forem substituidos por jogadores de classe mundial, aí dar-te-ei razão. Fossem estes todos os problemas de gestão do nosso Glorioso... (e não os Menezes, Andrés Diaz, Fernandez desta vida).
E o David Simão a jogar à bola? Até dói.